domingo, 7 de abril de 2019

Ontem disseram ser o dia dos filhos, me perguntei em qual momento, dia, mês ou ano que uma mãe não torna TODOS os dias "o dia" do seu filho?
Vivemos para eternizar nossos frutos, seja ele bom ou mal, sempre estaremos lutando para torná-los humanos especiais, muito embora pensarmos que são perfeitos.
Na tempestade lutamos com eles pela bonança, na bonança sorrimos com eles pela tranquilidade.
A cada minuto que vivemos a maior parte deste, é para eles, seja sonhando que seus sonhos se realizem, seja vibrando com o sonho alcançado ou simplesmente sentada na varanda de uma existência, lembrando com saudade, as brincadeiras, os sustos, o choro, o riso e até as palmadas na bunda, chamada de almofadinha, (risos).
Então, filhos do meu ventre e do meu coração, apesar da ausência, dos erros e dos acertos, meus pensamentos tornearam minha existência na existência de vocês!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Meu amor!

                                                       
Eu só quis amar você...
De todas as formas de amor que me foi apresentada escolhi você
sem medidas, sem limites, apenas qualidade e quantidade era a principal preocupação.
Afinal escolhi você!
Você era o diamante que eu precisava burilar,
a rosa mais perfeita do meu lindo jardim e eu tinha que regar.
Quão infinito amor te dediquei...
Te vi cair muitas vezes, mas muitas vezes te levantei,
Sequei tuas lágrimas, escondi tua tristeza,
num abraço afável de encontro ao meu peito.
Noites a fio te contei histórias que te fizeram sonhar,
Meu tesouro!
Eu só quis te amar... nas incontáveis estrelas do céu,
nos infinitos grãos de areia quis quantificar o meu amor.
Mas... eu só quis te amar!
Tive meus momentos de insanidade, briguei, xinguei, chorei
Mas também foram muitos os que sorri, numa sincera e gostosa gargalhada...
Afinal escolhi você como meu amor.
Por você cheguei ao topo do impossível, vislumbrei o nirvana,
deslizei sobre sonhos incontidos, prazeres inesgotáveis              .
Hoje tão sozinha me pergunto em que atalho te perdi,
Em que trecho da estrada te roubaram de mim.
Ou será que nunca tive você?
Foi tudo mera fantasia de uma mente insana?
Somente há por eterna companheira a solidão.

Mas eu escolhi você... e meu amor eternamente será teu.  


                                                                                                25/05/2015 - 20h

sábado, 25 de janeiro de 2014

Vícios

Cruel destino!
Tristeza, compassivo pranto
Desejos que ainda se escondiam,
Tormento doído!
A boca tremante em desejo compungido
Absorta em piedade,
Senti  letal conflito.
Os vícios tormento ingente
Rasga, esfola, maltrata a gente,
Lança essa iguaria amarga
que doce fel aos dentes mostra
A goela devorante,
Brada de fome.
Devorando, aquieta as iras de antes,
Aplaca a fúria,
Na fome que lhe atordoa,
Lhe roubando a forma que tinha de pessoa.
É grande a angústia em que padeces,
Pelos pecados teus,
Errante!
Se há maior, não sei.
Tudo é tão displicente,
enregelado e fraco,
Morto!
Da existência gozei serena
hoje padeço na dor crescente,
Sete pecados multiplicados,
Orgulho, inveja ou avareza,
Tanto faz, o pecado jaz.
Céu ou inferno, o castigo,
Entre os retos faz sentido.
Cai entre os mais cegos,
Silêncio...

Aguardam o julgamento.

Inferno


Viveu sem jamais ser merecido,
Aos vícios da carne se entregavam.
Nem rebeldes e nem fieis a Deus,
Os céus os desterraram.
Nem o profundo inferno os recebera,
De os ter consigo os maus se gloriaram,
Blasfema a Deus a multidão maldita,
Longa é a jornada exige pressa;
Escuta o pranto lastimeiro,
Suspiro só que murmuravam,
Desejos que para sempre se frustraram.
Águia em seu voo, erguida.
Fúlgido castelo de muro alto cercado,
Selva de almas que aumenta a cada hora;
Da fresca relva, ameno prado,
Sombras de aspecto majestoso,
Movimento insano de olhos meneando,
Voz suave que nos enternecia,
O pavor aos pouco nos envolvia.
Dentre sábios de outrora,
Todos aqui eu encontrei,
Até o douto que a moral explora.
Vai-se logo o tempo está urgindo,
A vida está se dividindo,
Chegaremos enfim onde a luz não brilha;
Julga a alma e lhe condena a pena,
Arrebatados, atormentados,
Horrível turbilhão,
Onde o pungir da dor é mais dilacerante.
Inquietudes, culpas
A sentença me cingia.
Oh! alma desditada,
Sem fé e sem rebelia,
Com perícia em pecado consumada.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tudo parecia normal

Tudo parecia normal.
A vida continuava seu ritmo avassalador, muitos conflitos, muitas questões.
E eu em minha vã filosofia pensando poder resolver o mundo a minha volta.
Sequer imaginava que não podia resolver meu próprio mundo.
Tantas perdas, tantos ganhos, mas a dor maior se concentra naquilo que julgamos perdido.
Lágrimas doloridas escorrem pela face.
Alma triste!
Segundos, minutos, horas talvez!
Lânguido se faz o tempo.
Porém, é preciso resistir a dor de algo inalcançável.
Voltar para a alegria de ser, mesmo que chorando você siga o caminho.
Palavras que queria emudecer, não consigo!
De repente falei.
Mais uma vez!
Palavras, palavras, palavras!
Por que dizê-las se não me pediram para falar.
Porquê tornei tua vida sem identidade?
Te roubei a paz que julgavas conhecer.
Me sinto mal.
Não queria ser estúpida como julguei um dia que fossem meus pais.
Queria ser diferente!
Queria mostrar o sol.
Queria aconchegar no calor do meu corpo.
E o que fiz? afastei, roubei, dilacerei corações.
Criei um mundo imaginável, onde só eu percorri.
Vi luzes coloridas!
Me transportei a um pedestal onde só eu pisei.
Triste ilusão!
A batalha por viver é cruel.
A luta é diária, é surreal.
Monstros criados em nós mesmos nos dilaceram.
Sete pecados!
Sete vidas perdidas, multiplicadas, exacerbadas!
Quantas terei que viver novamente para poder apagar o todo vivido,
estragado, estupidamente valorizado.
E agora?
Tudo o que mais queria inalcançado!
Maldito querer!
Tantos 'ter" e nada possuir.
Morrer!
Tudo parecia normal...



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A mente

O  mundo imaginário é surreal, nossos sonhos nos levam a trilhar o largo caminho do prazer, a única saída para a difícil realidade de uma mente possuída por milhões de 'eus', como doentes em um hospício, é esvaziá-la de todo esse lixo.
Através do imaginário nos desligamos dos limites de tempo e espaço, e estamos livres para irmos onde nossa mente nos levar, porém, chega o momento em que precisamos quebrar o limite entre o real e o imaginário, voltando nossa atenção para nós mesmos, nos observando a cada minuto, e percebendo que as ações praticadas são mecânicas.
Todos têm um anjo, um guardião que nos cuida, nos protege. Não conhecemos sua forma, pode ser um velho, uma criança ou mesmo um anjo, daqueles que possuem asas, mas não se deixe enganar pelas aparências, nossos anjos podem ser fortes como um dragão, mas ainda assim, não estão aqui para lutar nossas batalhas, só para nos inspirar, lembrar quem somos e para o que viemos.
Ilusão pensar que temos poder sobre esse mundo imaginário que criamos. Nossas batalhas são eternas. Nos são oferecidas as armas de que precisamos para lutar.
A jornada começa. 
Há uma saída para a liberdade, porém, o que fazer? 
A chave do mistério, a razão, a meta, é o grande sacrifício. Lutar contra nós mesmo, contra os “nossos desejos”, “nossas vontades”, se não lutarmos seremos vencidos por “qualquer coisa”.
Por nós mesmos!
Só nossa Mãe Divina pode nos ajudar incansavelmente, só ela tem o poder de dissolver nossos “EUS”.

A vida e o tempo

A vida é o dever de se auto evoluir
Quando vemos, já se passaram as horas, os dias, os meses e o ano!
A semana já passou e o Natal já chegou!
Nos perguntamos num momento de reflexão:
O que fizemos para nossa evolução?
Quando percebemos nem desfrutamos do amor.
Pois nem sequer o conhecemos.
O dogma da banalização do amor o transforma em prazer sexual...
Quando vemos meio século se passaram!
Agora é tarde para sermos reprovado...
É preciso labutar para se transformar.
Se me fosse dado uma nova chance
eu logo iria querer trabalhar.
não me importaria com o tempo, o relógio.
Seguiria em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourado das ilusões mundanas...
Seguraria na mão de Deus e diria que o amo...
E que quero estar com ele na festa dos eleitos
E tem mais: não deixarei de fazer algo em prol da eliminação dos meus defeitos.
Não haverá falta de tempo, me disciplinarei para cada minuto ser um tempo disponível.
Não vou deixar de ser feliz, embora viva em busca da felicidade eterna.
Aquela que está aquém de nossa visão materialista.
A única falta que terá será desse tempo que, infelizmente,
deixei para trás e que nunca mais voltará.
É que me fará sentir o gosto amargo do fel.
Quando a Passagem se realizar!