Viveu sem jamais ser merecido,
Aos vícios da carne se entregavam.
Nem rebeldes e nem fieis a Deus,
Os céus os desterraram.
Nem o profundo inferno os recebera,
De os ter consigo os maus se gloriaram,
Blasfema a Deus a multidão maldita,
Longa é a jornada exige pressa;
Escuta o pranto lastimeiro,
Suspiro só que murmuravam,
Desejos que para sempre se frustraram.
Águia em seu voo, erguida.
Fúlgido castelo de muro alto cercado,
Selva de almas que aumenta a cada hora;
Da fresca relva, ameno prado,
Sombras de aspecto majestoso,
Movimento insano de olhos meneando,
Voz suave que nos enternecia,
O pavor aos pouco nos envolvia.
Dentre sábios de outrora,
Todos aqui eu encontrei,
Até o douto que a moral explora.
Vai-se logo o tempo está urgindo,
A vida está se dividindo,
Chegaremos enfim onde a luz não brilha;
Julga a alma e lhe condena a pena,
Arrebatados, atormentados,
Horrível turbilhão,
Onde o pungir da dor é mais dilacerante.
Inquietudes, culpas
A sentença me cingia.
Oh! alma desditada,
Sem fé e sem rebelia,
Com perícia em pecado consumada.
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