Tudo parecia normal.
A vida continuava seu ritmo avassalador, muitos conflitos, muitas questões.
E eu em minha vã filosofia pensando poder resolver o mundo a minha volta.
Sequer imaginava que não podia resolver meu próprio mundo.
Tantas perdas, tantos ganhos, mas a dor maior se concentra naquilo que julgamos perdido.
Lágrimas doloridas escorrem pela face.
Alma triste!
Segundos, minutos, horas talvez!
Lânguido se faz o tempo.
Porém, é preciso resistir a dor de algo inalcançável.
Voltar para a alegria de ser, mesmo que chorando você siga o caminho.
Palavras que queria emudecer, não consigo!
De repente falei.
Mais uma vez!
Palavras, palavras, palavras!
Por que dizê-las se não me pediram para falar.
Porquê tornei tua vida sem identidade?
Te roubei a paz que julgavas conhecer.
Me sinto mal.
Não queria ser estúpida como julguei um dia que fossem meus pais.
Queria ser diferente!
Queria mostrar o sol.
Queria aconchegar no calor do meu corpo.
E o que fiz? afastei, roubei, dilacerei corações.
Criei um mundo imaginável, onde só eu percorri.
Vi luzes coloridas!
Me transportei a um pedestal onde só eu pisei.
Triste ilusão!
A batalha por viver é cruel.
A luta é diária, é surreal.
Monstros criados em nós mesmos nos dilaceram.
Sete pecados!
Sete vidas perdidas, multiplicadas, exacerbadas!
Quantas terei que viver novamente para poder apagar o todo vivido,
estragado, estupidamente valorizado.
E agora?
Tudo o que mais queria inalcançado!
Maldito querer!
Tantos 'ter" e nada possuir.
Morrer!
Tudo parecia normal...
Tudo parece normal, mas somos enganados constantemente por nossa mente doentia.
ResponderExcluir